ao vazio




escrevemos ao vazio
manchas brancas,
deus nos ecos das fachadas.

acordamos ao vazio,
rachos muros,
deus nos fios opostos das navalhas.

trepamos ao vazio
línguas moles,
deus nos sensos retirantes.

esquecemos ao vazio
ferros ares,
deus nas redes amantes.

voltamos ao vazio,
deus nos ajude a esburaca-lo.

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distar III

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